Embora a Amazônia externamente seja conhecida como área internacional, oficialmente a maior parte pertence ao Estado do Brasil. De acordo com a divisão política brasileira,tal área localiza-se na região Norte ocupando uma extensa faixa de terra ;apresenta, AINDA, uma grande área verde; possui o maior rio em volume d'água; ricas fauna e flora cujos valores são incalculáveis; tem a maior reserva de água doce do planeta.
Quando se fala em Amazônia, os adjetivos usados expressam uma carga semântica exagerada o que acaba demonstrando a grandeza da cultura local. O imaginário popular amazônico é rico e vasto nas narrativas orais.
Os mais antigos- assim como os gregos- são os grandes contadores das histórias que narram a mitologia amazônica. Sobre os mitos não se tem precisão de data sobre a criação deles, mas a sua resistência ao tempo foi graças a oralidade- o mais velho conta as histórias aos seus descendentes e sucessivamente- perpetuando-os na cultura da região.
Um dos mitos mais conhecidos é o Boto. Ele, sob a forma humana, aparece obviamente num povoado ribeirinho em noite de lua cheia, onde há uma festa. Bem vestido, com chapéu e todo de branco encanta as mulheres com sua beleza, porém escolhe apenas uma para satisfazer os prazeres carnais . Após o envolvimento do ato sexual, volta para as pofundezas do rio abandonando-a com um filho no ventre.
Se formos para o lado da mitologia grega, a fim de fazer um estudo comparativo, relacionando esta e o boto verificaremos semelhanças entre o mito amazônico em questão e Zeus, o deus do Olimpo . O boto é um animal que assume a forma humana para conquistar a mulher; Zeus segue o percurso inverso, pois como tem o aspecto humano transforma-se em animal para ter êxito em suas conquistas amorosas.
Na Amazônia, ainda, há quem diga ser filho do boto. O propósito aqui não é validar ou invalidar a veracidade do acontecimento, mas entendê-lo. O boto é o amante; os homens de comunidade ribeirinha, na maioria das vezes,tem o trabalho ligado com a ativdade de pesca, ou seja, eles ficam muito tempo fora de casa, em alto mar; a mulher fica na terra, não agüentando a distância do marido comete o adultério; o fruto deste é o filho bastardo: o filho do boto.
Os rios caudalosos, a floresta densa e fechada acaba por despertar a imaginação desse homem que tenta buscar respostas para as suas indagações acerca da realidade, explicando-as por meio do empirismo. Essa explicação empírica sobre a realidade é o mito.
